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26/10/2009

Fernandona

Mais salas de Teatro, eeeeeeeeeeeee!
No Fashion Mall tem duas, e boas!
Foi numa dessas que tive o privilégio de assistir nossa Fernandona em seu monólogo, “Viver Sem Tempos Mortos”. Esse título deveria ser uma ordem, não acham?!
A melhor e mais pura receita teatral: palco, ator e texto! Uma beleza!
O bom uso da palavra...
Fernandona conta sua história calmamente, sem subterfúgio nenhum, sentada numa cadeira, bem iluminada, ela diz.
Diz e sente.
E nos faz sentir...
História boa essa de taaaaantos anos atrás, do amor e da relação de Simone de Beauvoir e Sartre, grandes pensadores, loucos e ousados!
Aahhh que delícia...
Eu que me acho moderna e cosmopolita vejo que perto deles, pareço mais uma avó e comparando as ousadias viro quase uma medíocre.
Aliás, Fernandona, além de nunca se afastar dos palcos por muito tempo, deveria também editar o Segundo Caderno do Jornal O Globo. Que feliz experiência!
Tão mais humano, diversificado, colorido, porque hoje... bem, deixa pra lá...
Mas que deveria, deveria!

22/10/2009

Bom companheiro

Vocês já descobriram o quanto um livro pode ser um bom companheiro? Espero que sim...

Eu precisei passar dos vinte e poucos anos pra conceber isso realmente, e desde então, tem sido muito bom ter um livro a mão.

Terminei recentemente de ler “Adeus, China”(Ed. Fundamento), um excelente livro, que conta a história real de um camponês paupérrimo que se transforma no maior Bailarino da China e muda a vida de sua família e a própria. Um livro emocionante e que pra minha sorte tem como pano de fundo o Ballet.

Em vários momentos, me lembrou a mudança radical que aconteceu na minha vida, saindo da casca menina interiorana pra virar protagonista da Globo aos 16 anos.

Gostaria de mencionar também um micri livrinho que ganhei de um fã que me surpreendeu, chama-se “Dois Palitos” (Autor, Samir Mesquita). É uma graça, divertido...

Não chega a ser um livro, mas vem dentro de uma caixa de fósforos e a cada folha tem algo (um dizer, uma piadinha) que leva dois palitos pra ver. Idéia bem bacana.

 
P.s. Espero que todos conheçam a expressão (bem paulista, eu diria) dois palitos, senão, danou-se...

06/10/2009

Tati

Suave amiga

(Vinícius de Moraes)

 " ... Suave Amiga, que cantiga triste... Que triste história a não contar mais nunca, essa do tempo que passa, do teu vulto avançando na penumbra da sala para logo se perder, da luz de teu sorriso e da calma dos teus olhos sem paz... Não importa onde estejas agora, nos caminhos do Sinai tangendo estrelas, ou a dormir num aquário no fundo de um lago, a graça de teu vulto acompanha nossos passos. À noite, em silêncio, pensamos em ti, ó poeta-pássaro, e sentimos o roçagar inaudível de tuas asas. Um dia, quando menos esperares, estaremos a teu lado. E eu sei que, inclinando graciosamente o corpo sobre o abismo, vigiarás nossa escalada e, no último lance, nos darás a mão. E tu serás para nós, teus poetas, a adorável cicerone desse mundo sem som onde hoje vagas ao sabor da inexistência de tudo, na imensa disponibilidade de quem não tem para onde ir. E nós talvez possamos escrever no grande quadro-negro incolor do espaço, como alunos aplicados, as primeiras palavras inexistentes da poesia que não foi."